Exposição da qual tive o enorme prazer de realizar a curadoria.

Fotos por Roberto Steingerger e outros

Fotos por Acácio Nascimento

APÁTRIDA DE ITABIRA

Itamar Assumpção

 

 

Elke mulher maravilha russa grega afegã de Dakar diamante safira

Elke mulher maravilha índia ninja titã néctar lichía guavira

Iara curupira urtiga vampira

 

Elke mulher maravilha orixá do Irã mel manjar lúcida que delira

Elke mulher maravilha Albina catalã pop star mineira da Síria

Curió curruíra orquídea baunilha

 

Elke mulher maravilha galega talismã ímpar par brilha quanto fervilha

Elke mulher maravilha pisciana bam bam verbo amar musa culta caipira

Clementina da Vila antídoto de ziquizira

 

Elke mulher maravilha loba tchan tchan tchan tchan milenar luz de farol de milha

Elke mulher maravilha pomba gira Iansã Iemanjá Maria Padilha

Aranha armadilha bruxa que fada vira

 

Elke mulher maravilha imã elo elã singular Oxum versus mentira

Elke mulher maravilha prussiana no afã de doar apátrida de Brasília

Guairá Altamira pra acabar apátrida de Itabira.

ELKE - QUÂNTICA MARAVILHA

 

       Elke Maravilha é um ícone do imaginário brasileiro, e tem provocado uma revolução estética e de costumes através da sua postura artística, política e pessoal; e pela forma como se apresenta e revela seu ideário. Sua capacidade de comunicação atravessa os vários suportes e mídias e marca presença indelével em todas as camadas sociais e culturais. Seu universo poético e criativo constrói sua história pessoal e profissional com aquilo que ela mesma define como “minha alma à mostra” – nela, aestesis e postura de vida.

       

       Elke sabe que a diversidade é a grande riqueza humana, e que a delícia da vida é conviver, comungar com culturas, povos, pessoas, idéias, tribos, propostas, releituras, reinvenções e o que mais vier. São vertiginosas a força e alegria com que se lança ao prazer de se relacionar, conhecer vidas, ler pessoas, trocar, aprender, festejar, interagir, conviver! Também assim é sua capacidade de indignação e luta contra a mesquinharia, falta de caráter, desrespeito e desamor.

 

       A exposição “Elke Quântica Maravilha” está inspirada no conceito “caldo quântico”, forjado pela física quântica, e procura traduzir a dança das infinitas possibilidades, onde Elke coreografa magistralmente, pois seu eixo está fundamentado no entendimento pessoal de que ela é vários em uma. Desta forma, em sendo obra-de-arte-ambulante, se propõe a comunicar que a cada novo dia se nasce em um universo distinto, tanto de vida, como de imaginário e criação. Tudo o que faz é “intuído” atenta e cuidadosamente, sempre bebendo na fonte daquilo que é mais expressivo e universal entre os vários povos, raças e credos. A cidadã do mundo, poliglota, apaixonada por história e pela gente que a faz, costura tudo isto com as agulhas e linhas coloridas de sua alma caipira, da roça das Minas Gerais – da doce negritude e drummondianidade Itabirana.

 

       Nesta mostra, figurinos, adereços, jóias e fotografias demonstram as multitudes que tramam a teia que nos liga a todos, tanto em forma quanto em conteúdo. Rastros de origens e trilhas de possibilidades.

Temos também a importante contribuição do documentário “ELKE”, de Julia Resende, que se propõe quebrar estereótipos, propiciando um olhar que se debruça sobre a Elke Maravilha de hoje.

 

       A Elke Maravilha, intérprete musical de grande força expressiva, marca presença, em ato, na abertura da exposição, apresentando trechos de seu atual espetáculo “Elke – do Sagrado ao Profano”.

Elke nasceu na Rússia. Aos seis anos de idade veio para o Brasil,

o “país das infinitas possibilidades onde todas as raças e crenças convivem lado a lado

e até judeu se dá com árabe e vão juntos ao centro de macumba!”

Seus maiores amores: Brasil, Grécia, a raça negra e os bilhões de pessoas do mundo, que ela crê, serem uma só, e com as quais busca partilhar uma de suas máximas

 “Mais importante do que viver é conviver!”

Ela costuma dizer que não sabe o que quer ser quando crescer, mas sabe que:

“O que a natureza determinou está bem feito.”

“A moral não está no meio das pernas.”

“A saída é não sofrer com o sofrimento.”

E, principalmente, EROS ANICATE MAHAN, que em grego significa:

 

O AMOR É INVENCÍVEL NAS BATALHAS.

 

Peixes com ascendente Escorpião e lua em Câncer

Aguaceiro de Elke, Elke mar, Elke rio, Elke igarapé,

Elke cascata de amor e arte!

 

Rubens Curi

Curador

23/08/2007

Documentário ELKE, de Julia Rezende, que fez parte da Exposição. (partes 01 e 02)

© 2015 by Rubens Curi

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